
As coisas do coração dão corpo a um imaginário coletivo que estrutura a vida humana. Por vezes é preciso ir à raiz das coisas para relembrar que a melhor pulsação é aquela que dá mais vida ao coração.
O corpo humano é uma unidade dinâmica que compreende várias dimensões. Ele representa a estrutura física e a forma tangível de vida humana. Conhecer o corpo desenvolve o autoconhecimento, a consciência de si, e a compreensão da vida. E a melhor pulsação é aquela que preserva tanto quanto possível a vida.
Pássaro de Água, Janeiro 2026.
Francisco de Holanda, “O Terceiro Dia da Criação” (wikimedia commons).

A impermanência é permeada por uma essência inclusiva, um estado criativo que permite desenvolver algo belo e uma força capaz de unir plenamente, encorajando e pacificando solidariamente. Se essa presença permanente é o amor, as coisas do coração são fundamentais.
Pássaro de Água, Janeiro 2026.
Imagem: Ekstatse, Karl Wiener, ~1928 (fonte: artvee.com).
Celebrar os pais, celebrar a paternidade e a maternidade, recorda-nos o que fomos e como chegamos até aqui, através da vida, naturalmente, recriando-a com alegria.
Se os símbolos representam o inconsciente coletivo, os padrões universais do Natal, estabelecendo uma ponte entre o inconsciente e o consciente, têm a potencialidade de moldar a experiência individual e o processo de construção da identidade. E um deles é a família. O Natal relembra o significado da família, aquilo que ela representa para cada um de nós.
A informação que estrutura quimicamente a vida provém dos progenitores. Dela resulta uma assinatura biológica complexa e única que é essencial para a sobrevivência. Através dela, o corpo interpreta sinais do meio ambiente, integra informações e orquestra respostas.
O processo de autodescoberta inicia-se na família. Os traços comuns fortalecem a identidade familiar e o sentimento de pertença, os traços distintivos moldam a identidade pessoal.


Na presença da presença reconectamo-nos com as nossas origens.
O reconhecimento e a aceitação desses traços influencia o processo de construção da identidade. Com o aprofundamento do sentimento de pertença, aspetos ancestrais com potencialidade de influenciar gerações são reconhecidos e acolhidos.
Desenvolvido ao longo da vida através do nosso mundo interior que integra um sem-número de coisas, incluindo vivências e experiências, o processo de auto-aceitação tem raízes profundas na família e pode aproximar gerações. Com a perceção de paz e satisfação relacionada com a sensação interna de “completo” ou ”inteiro”, os estados de bem-estar parecem mais sustentáveis.
Os pais estabelecem a ligação a essa origem. Celebrar os pais, celebrar a maternidade e a paternidade, pode ser uma fonte de vida!
Pássaro de Água, Janeiro 2026.